História & Memória: trajetória e perspectiva no final do século

História & Memória: trajetória e perspectiva no final do século

 

Adriana T. A. Martins Keuller[1]

 

1. História e memória: muito tem se discutido sobre as fronteiras que ligam uma à outra. A problemática da memória tem sido a atenção privilegiada tanto das ciências biológicas, quanto das ciências humanas nos últimos anos. Mas o foco, no campo da História, está voltado para a memória e suas práticas enquanto objeto da análise e do entendimento do historiador.

Nesta trajetória, os limites entre um campo e outro apresentaram transformações. A História, num processo acelerado de massificação e de mundialização originário da Revolução Industrial, passaria a se distanciar e a se opor ao campo da memória. Segundo Pierre Nora Evidenciamos, cada vez mais, um afastamento entre a memória verdadeira social e intocada, aquelas cujas sociedades ditas primitivas ou arcaicas representam, e a história, que é o que nossas sociedades condenadas ao esquecimento fazem do passado porque levadas pela mudança.

Neste processo de oposição, P. Nora salienta a diferença entre um e outro campo, quando afirma que, se a memória pode ser representada pela vida pois é carregada por grupos vivos, a história se apresenta, portanto, como uma representação problemática e incompleta do que não existe mais. A memória, por outro lado, em constante evolução, um objeto vulnerável, está aberta a dialética da lembrança e do esquecimento. A história, enquanto representação do passado, se liga a continuidades temporais, às evoluções e às relações das coisas, é pois uma operação intelectual que demanda análise e discurso crítico. A memória, é afetiva e mágica, emerge de um grupo que ela une, é múltipla, acelerada, coletiva, plural e individualizada.[2] Completando-a, enquanto prática de representação social, ele afirma que a memória dita coletiva é, “o que fica no vivido dos grupos ou o que os grupos fazem do passado[3].

Pensando a memória, enquanto prática de representação social, vale discutirmos algumas questões tanto da natureza do objeto quanto da produção do conhecimento histórico. Nesta perspectiva, em que a memória se apresenta em crise, focamos atenção para a política de preservação da imagem da cidade relativo aos lugares de memória além dos problemas documentais que a sociedade de informação vem produzindo no mundo capitalista hoje.

 

2. A partir dos anos trinta deste século, presenciamos um novo impulso dessacralizante no campo história – memória. A história, enquanto ciência social, se fez em saber da sociedade sobre si mesma. Inclinando-se sobre uma variedade de memórias particulares, ela se transforma em um laboratório das mentalidades do passado.

O conhecimento histórico começa a sofrer mudanças e a história se reveste de uma moderna concepção de tempo. Não mais vista/pensada enquanto “mestra da vida”, no entender de R. Koselleck, onde o passado serve de orientação do futuro, ou seja, a história não mais serve para imortalizar feitos humanos ou mesmo para registrar acontecimentos em sua dignidade própria. Refutando o campo das experiências passadas, ela passa porém a integrar o campo das expectativas, pois ao avançar em direção do futuro, a história seria a expressão da noção de processo e de mudança que passou a dominá-la[4].

Tanto utilizada pelo Estado Nacional em (re)construção como também por movimentos étnicos, a História, imbuida desta noção de processo e de mudança,  faz parte do universo de preocupações daqueles que pretendem elaborar e implementar políticas culturais que visem a construção e a comunicação de uma identidade nacional ou étnica. Neste sentido, a nação, no dizer de Dumount, pode ser pensada como uma coleção de indivíduos ou como um indivíduo coletivo, e o seu mundo social e físico possui atributos que os identificam enquanto nação.

Inclui-se também neste universo de preocupações, a seleção dos objetos e coleções que representam a nação, que façam parte de sua história, organizada pelos enquadradores da memória. São eles que constróem as identidades pessoais e coletivas de um povo e que as selecionam em instituições ou museus que representem o mundo social e físico da nação.

Nesta nova concepção de tempo em que a própria noção de passado se transformou, vemos a atenção voltada pelos Estados Nacionais para a constituição de um patrimônio cultural, ou seja, a criação de coleções de objetos movéis e imóveis através dos quais é definida a identidade de pessoas e de coletividades como a nação, e o grupo. Valendo-se dos bens culturais do povo – ou seja, as relíquias ou monumentos que compõem o patrimônio e que estão associados ao passado e a história da nação – os movimentos étnicos ou o próprio Estado Nacional vão estar atentos à esta seleção, pois esses bens têm como característica, a capacidade de evocar o/um passado; a ligação que estabelece entre passado, presente e futuro; a possibilidade de garantir a continuidade da nação do tempo e de estar ligado à arte da memória. [5]

Neste sentido, vamos muitas vezes nos deparar, com rupturas com o passado, o que gera um esfacelamento da própria memória e cujo fenômeno, além de atingir o indivíduo e a própria sociedade, afeta também a cidade, levando-nos a curiosidade pelos lugares de memória. ‘Há locais de memória porque não a meios de memória, no dizer de P. Nora, são eles que permitem a cristalização da memória.[6] Assim, quando pensamos na memória,  nos vêm logo à cabeça alguns pontos de referência tais como; monumentos, patrimônio arquitetônico, paisagens, datas, personagens históricos, tradições e costumes, regras de interação, folclore e música, tradições culinárias, etc.

Esta variedade de referência, causada por este esfacelamento, gera a ampliação dos bens culturais da nação como permite a atuação dos enquadradores da memória na política urbana e cultural do país. Atualmente as palavras-chave desta política são preservação, recuperação e conservação[7] – não só da nossa história como também da “imagem da cidade”. A cidade passa a ser vista como forma, cujas forças socias alí refletem a sua imagem bem como se interagem numa teia de relações cotidianas, auxiliando-nos, enquanto enquadradores da memória, no inventário de monumentos.[8]

Pressupondo essa fragilidade do patrimônio, causada pelo esfacelamento da memória, vemos emergir uma indústria do patrimônio cultural, que no dizer de Hewison, ao estudar o fenômeno na Inglaterra, percebe que alí ela passa por um verdadeiro boom e, a continuar com este ritmo frenético, em pouco tempo a Grã Bretanha seria um grande museu ao ar livre, em que o mapa e o território teriam a mesma escala. [9]

A complexidade desta problemática que assola o mundo contemporâneo, é que, se o que os enquadradores da memória defendesse não estivesse ameaçado, não se teria a necessidade de construir os chamados lugares de memória e, se vivêssemos verdadeiramente as lembranças que eles envolvem, eles seriam inúteis. Mas, o conhecimento histórico se apoderou desses lugares, deformando-os, transformando-os, no momento em que a memória, esfacelada,  passou a ser objeto da nova história. Cabe à esses profissionais, o cuidado de não cristalizar toda a memória mas, aliados a produção do conhecimento histórico, saber selecioná-los. Por isso as referências ao seu estudo, tem uma função positiva no que diz respeito ao significado da memória nacional.

Quais são os lugares de memória? Como podemos definí-los? Sabemos que eles estão situados em domínios complexos: simples e ambíguo, material e artificia e que eles podem ser, na definição de P. Nora, tanto material – topográficos e monumentais (depósito de arquivos, Biblioteca Nacional, estátuas monumentos, conjunto arquitetônico), ou simbólico (associação de antigos combatentes, testamento, dicionário, manual de aula – só se for objeto de um ritual) quanto funcional (minuto de silêncio, solenidade de cerimônias oficiais, perigrinações populares). Ou seja, a azão fundamental de ser um lugar de memória, é parar o tempo, é bloquear o trabalho do esquecimento, prender o máximo de sentido num mínimo de sinais.

Diferentemente de todos os objetos da história, os lugares de memória não tem referentes na realidade. Eles são, eles mesmos, seu próprio referente, sinais que devolvem a si mesmos, sinais em estado puro. Ele é um lugar duplo, um lugar de excesso, fechado sobre si mesmo, fechado sobre sua identidade, e recolhido sobre seu nome, mas constantemente aberto sobre a extensão de suas significações.

Assim, o seu estudo, se por um lado é um momento de um retorno reflexivo da história sobre si mesma, por outro ele é o “momento preciso onde desaparece um imenso capital que nós vivíamos na intimidade de uma memória, para só viver sob o olhar de uma história reconstituída”.[10] Ambos combinados, nos remetem de uma só vez, aos instrumentos de base do trabalho histórico e aos objetos mais simbólicos de uma memória coletiva,acima de tudo, nacional.

 

3. Se a memória espontânea não existe mais, sabemos que os enquadradores da memória vão se apoiar inteiramente sobre o que há de mais preciso no traço, mais material no vestígio, mais concreto no registro, mais visível na imagem. Assim, acumula-se obrigatoriamente testemunhos, documentos, imagens, discursos, sinais de tudo aquilo que nós definimos como memória: ou seja, “a constituição gigantesca e vertiginosa do estoque material daquilo que nos é impossível de lembrar, repertório insondável daquilo que poderíamos ter necessidade de nos lembrar”.[11]

A memória entra num progressivo processo de externalização, que começa a operar já na transformação das sociedades orais em quirográficas e se acentua com a difusão da alfabetização e da escrita.[12]

Isto pode ser verificado com a própria Revolução Francesa que se apóia em rituais comemorativos - como forma de externalizá-la - deixando-a mais perto dos vivos, como também nos chamados monumentos da lembrança que se proliferam mais tarde, tais como: os Arquivos Nacionais, as Academias Literárias, os Museus públicos e Nacionais e as Bibliotecas, etc. Corroborando com isto, vale lembrarmos que nos tempos clássicos, os três grandes produtores de arquivos reduziam-se às grandes famílias, à Igreja e ao Estado, reforçando, portanto, com esta idéia.[13]

O ápice deste processo expressa-se no mundo atual, não só com os registros eletrônicos mas também pela propria obsessão de arquivo que nos assola. Este último, por exemplo, muda de sentido e de status simplesmente por seu peso. Ele não é mais o estado mais ou menos intencional de uma memória vivida, mas a secreção voluntária e organizada de uma memória perdida. Assim, tanto o Estado  - por intermédio dos organismos documentais e de proteção do patrimônio cultural - como as entidades privadas, empresas, imprensa, sindicatos, escola associações de bairro, têm contribuído com isto, cada um procurando reforçar a sua auto-imagem nesta dialética da lembrança e do esquecimento. Preocupamos-nos em preservar integralmente todo o presente, e recuperar totalmente todo o passado, para não lamentarmos a destruição ou o desaparecimento daquilo que nos permitiria saber em nossos predecessores.

Mas a história a partir dos anos 50, passou (e continua passando) pela mais notável revolução documental  desde a invenção e o uso frequente da chamada memória eletrônica. A própria sociedade de massa e o mercado reforçam esta idéia, quando afirmamos que resgate, recuperação e preservação, são as diretrizes do momento. Já que cada vez mais nos apoiamos nessa memória eletrônica e artificial, várias informações, lembranças, recordações, reminiscências, são acumuladas quase que ilimitadamente. Desta maneira, a tecnologia eletrônica não apenas ampliou quantitativamente as condições de produção, circulação e consumo da informação, mas também introduziu novos padrões.

Se nas sociedade comunitárias tínhamos como suporte da memória o corpo, enquanto performance, e a narrativa oral, hoje nos encontramos com uma série de registros gráficos, visuais e eletrônicos, além dos próprios objetos físicos. Esta revolução tecnológica, assim como a gestão dos recursos de informação, estão exigindo uma mudança sensível na atuação dos chamados enquadradores de memória. A natureza da documentação eletrônica altera a concepção de suporte material de informação,  já que devemos operá-la não mais como entidades físicas, porém como, lógicas.

A proposta encontrada para adaptar-se a nova onda eletrônica, no dizer de Menezes, é atribuir maior importância à informação de sistemas – metadatas, incorporáveis aos registros e assim capazes de equacionar problemas como o de autenticidade. Da mesma forma, o conceito de ordem original, no registro eletrônico, passa a ter significado do ponto de vista das relações lógicas subjacentes da preservação. E a preservação assume portanto, outras finalidades: “assegurar a legibilidade e inteligibilidade dos documentos para facilitar a permuta de dados através do tempo”.< span style='mso-special-character:footnote'>[14]

Os bancos de dados informatizados, se por um lado resolvem alguns problemas quanto a contextualização, por outro, é preciso rever a pertinência, conveniência e mesmo viabilidade desses bancos de caráter “universal”. Menezes, atenta-nos para não confundir o banco de dados com o universo empírico de um projeto de pesquisa, pois tanto a organização documental quanto a organização do conhecimento precisam caminhar juntas. É por isso que o material de registros eletrônicos de um arquivo, precisa ser identificado não por séries, mas por sistemas de dados informacionais.

Deparamo-nos com uma série infindável de documentos, que ocasionam problemas angustiantes, tais como: volume e diferentes tipos de informação, dispersão de material, diferenciação de técnicas, dificuldades de conservação, etc. Nesta perspectiva de preservação, recuperação e resgate, que norteiam o mundo contemporâneo, várias dificuldades são encontradas na etapa de seleção documental. Muitas vezes, a  desorientação no meio acarreta um desperdício não só de esforços mas também de recursos por parte de instituições de memória bem como dos orgãos financiadores, sejam eles ligados ao Estado ou a sociedade civil. Falta vínculo da pesquisa histórica com os materiais coletados em museus e arquivos.

O importante é aliar o horizonte documental com a pesquisa histórica de forma a validar o procedimento de coleta, organização e processamento de documentação adotado nas

lE>intituições, de forma a selecionar e hierarquizar a quantidade de fontes e informações adquiridas.

 

4. Justamente no momento em que os enquadradores da memória se debruçam nos estudos das comemorações e, portanto, se desprendem do culto documental, toda a sociedade comtemporânea vive na religião conservadora e no produtivismo arquivístico. A memória do papel, tornou-se uma instituição autônoma de museus, bibliotecas, depósitos, centros de documentação, etc. À medida em que desaparece a memória tradicional, nós nos sentimos obrigados a acumular religiosamente vestígios, testemunhos, documentos, imagerns, devendo se tornar a prova em não se sabe que tribunal da história. Uma estranha reviravolta operou-se entre os profissionais, a quem se reprovava antigamente a mania conservadora, e os produtores naturais de arquivos. São hoje as empresas privadas e as administrações públicas que engajam arquivistas com a recomendação de guardar tudo, quando os profissionais aprenderam que o essencial do ofício é a arte da destruição controlada.

Não somente tudo guardar, tudo conservar dos sinais indicativos de memória, mesmo sem se saber exatamente de que memória são indicadores. A passagem da memória para história obrigou cada grupo a redefinir sua identidade pela revitalização da sua própria história. O dever da memória faz de cada um historiador de si mesmo. Assim, não apenas os antigos marginalizados da história oficial são obcecados pela necessidade de recuperar seu passado enterrado, mas todos os corpos instituidos, intelectuais ou não, sábios ou não, apesar das etnias e das minorias sociais, sentem a necessidade de ir em busca de sua própria constituição, de encontrar suas origens.

Deve-se contextualizar as escolhas de informação feitas pelos enquadradores de memória no que se refere não só as exposições museológicas, mas também aos arquivos, especialmente os orais e audiovisuais. E lembrar que a tênue democratização da informatização que estamos vivenciando, com a revolução tecnológica globalizada, não significa que os governantes se ausentaram da vigilância controladora da produção da memória.

Assim tanto os documentos como a política do patrimônio cultural relativos aos lugares de memória, necessitam de aliar o trabalho documental com a produção do conhecimento histórico. Esta crise da memória demonstra a necessidade de fazer escolhas, seleções e da importância de se historicizar a própria memória. Tarefa esta prioritária, que os enquadradores da memória devem se debruçar para produzir uma memória social e coletiva mais democrática.

Bibliografia

GONÇALVES, José Reginaldo. “Autenticidade, Memória e Ideologias Nacionais: o problema dos patrimônios culturais”, Estudos históricos , RJ: FGV,vol. I, nº2,1988.

HALBAWACHS, Maurice. Memória Coletiva. SP: Vértice, 1990.

KOSELLECK, R.. Fututro pasado para una semántica de los tiempos históricos . Barcelona: Edicions Paidós Ibérica, 1993.

LE GOFF, Jacques. História e Memória. SP: Unicamp, 1990

MARTINS, Ana Luiza. “A Invenção e/ou eleição dos símbolos urbanos – história e memória da cidade paulista”, Imagens da Cidade, SP:MarcoZero, 1993.

MENEZES, Ulpiano T. Bezzerra de Menezes. “A crise da memória , história e documento: reflexões para um tempo de transformações”, IN: SILVA, Zélia L. (org.),  Arquivos, Patrimônio e Memória; trajetórias e perspectivas, SP; Ed. UNESP, 1999.

NORA, Pierre. “Entre memória e história: a problemática dos lugares” (traduzido de: Les lieux de Mémoire. Paris: Gallimard, 1984.) IN: Projeto História. SP – Brasil, 1993.

POLLAK, Michael. “Memória e identidade social”, Estudos Históricos , RJ: FGV, vol.5, nº10, 1992.

POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio”, Estudos Históricos, RJ: FGV, vol.2, nº3, 1989.

 



[1] Mestre em História Social da Cultura – PUC – Rio.

[2]NORA, Pierre. “Entre memória e história: a problemática dos lugares”. IN: Projeto História. SP – Brasil, 1993.p.9.

[3] cit. LE GOFF, Jacques. História e Memória. SP: Unicamp, 1990.p.472.

[4] ver KOSELLECK, R.. Fututro pasado para una semántica de los tiempos históricos . Barcelona: Edicions Paidós Ibérica, 1993.

[5] GONÇALVES, José Reginaldo. “Autenticidade, Memória e Ideologias Nacionais: o problema dos patrimônios culturais”. Estudos históricos , RJ: FGV,vol. I, nº2,1988.p.266.

[6] NORA, Pierre. “Entre memória e história: a problemática dos lugares”. p.7.

[7] MENEZES, Ulpiano T. Bezzerra de Menezes. “A crise da memória , história e documento: reflexões para um tempo de transformações”, IN: SILVA, Zélia L. (org.),  Arquivos, Patrimônio e Memória; trajetórias e perspectivas, SP; Ed. UNESP, 1999.p.12.

[8] MARTINS, Ana Luiza. “A Invenção e/ou eleição dos símbolos urbanos – história e memória da cidade paulista”, Imagens da Cidade, SP: Marco Zero, 1993.p.179.

[9] MENEZES, Ulpiano T. Bezzerra de Menezes. “A crise da memória , história e documento: reflexões para um tempo de transformações”.p.12.

[10] NORA, Pierre. “Entre memória e história: a problemática dos lugares”. p.12.

[11] [11] NORA, Pierre. op.cit. p.15.

[12] MENEZES, Ulpiano T. Bezzerra de Menezes. “A crise da memória , história e documento: reflexões para um tempo de transformações”.p.15.

[13] LE GOFF, Jacques. História e Memória. SP: Unicamp, 1990.pp.462-465.

[14] MENEZES, Ulpiano T. Bezzerra de Menezes. “A crise da memória , história e documento: reflexões para um tempo de transformações”.p.23.